TURISMO & HISTÓRIA

Notas para um jornalismo literário e histórico

 
 
  • Thomas Bruno Oliveira

Cidade Viva

As águas do velho Açude são testemunhas do bailar da história de Campina Grande. Calmas e tranquilas, observam a dinâmica da cidade e guardam em si os segredos do cotidiano da Rainha da Borborema. No início dessa da semana, em mais um mês de São João que desabrocha, um acontecimento histórico ocorreu em suas margens, ali estão instalados os estúdios Abílio José de onde houve a primeira transmissão simultânea em rádio e internet com formato de tevê no estado da Paraíba.


Estúdio 1 dos Stúdios Abílio José, Campina Grande-PB

Às nove da manhã veio ao ar o programa ‘Cidade Viva’, exibido na Rádio Cariri 101FM de segunda a sexta-feira até as onze e meia da manhã, apresentado pela dupla Abílio José e Jota Sales, dois dos mais experientes comunicadores do nosso rádio. O programa é versátil, aborda várias temáticas com quadros fixos e se destaca também no repertório musical cujo quadro, o “Cotonete”, traz músicas para “limpar” os ouvidos, geralmente o fino da MPB ou flashback. Exibido por muitos anos na Rádio Caturité AM, o programa migrou para frequência modulada junto com a Rádio Cariri em 2017, sendo desde então recorde de audiência.


Na sexta-feira recebi o convite: “Thomas, segunda-feira vamos testar um novo formato do programa Cidade Viva e você é convidado, como é a semana de abertura d’O Maior São João do Mundo, você fala da história da festa”, aceitei o desafio.


Manhã quente e eu parado, olhando fixo para as águas do Açude Velho, bem próximo ao Museu Digital, que fica defronte aos estúdios Abílio José. Meus pensamentos se perdiam na malha escura daquelas águas, tanta coisa me vinha à mente. Junho realmente começara e com ele toda uma carga sentimental e um sem número de compromissos, muitos deles festivos, é bem verdade. E minha abstração é interrompida pelo voo de uma garça e suas finas canelinhas; momento em que testemunho o seu bote em um peixe, ali bem pertinho de mim, desaparecendo em seguida entre as árvores para a apetitosa refeição. Lembrei-me das belas fotos de Soahd Arruda no facebook que cotidianamente fotografa essas aves.


De volta à realidade, dez minutos faltavam para o início do programa e caminhei para o estúdio. Cumprimentei a portaria e a sensação era de estar entrando em um canal de TV, fui acompanhado à porta do estúdio 1 e ao entrar me impressiono com o que vejo: um moderno e aconchegante estúdio e com um auditório. Tem início o programa e o primeiro convidado foi o músico Pepicho Neto, cantando ‘chão de giz’ de maneira bem original; foi bastante aplaudido pela plateia e naquele momento fui transportado para a época de ouro do rádio, tempos em que os auditórios eram concorridos e os músicos cantavam ao vivo. Fãs e artistas ali, lado a lado, numa sinergia bem legal. Observei atento os bastidores, momento em que tudo acontecia. Outros convidados deram o ar da graça, Massilon Gonzaga ressaltou o pioneirismo do programa que era tevê e rádio ao mesmo tempo; Rafafá falou da programação esportiva d’O Maior São João do Mundo e eu, no sofá, durante uns vinte minutos, falei um pouco da história da festa e dos festejos juninos.


Estou certo que o dia 3 de junho entrou para a história, uma nova página da comunicação na Paraíba foi inaugurada através do pioneirismo do visionário Abílio José. Fiquei muito feliz em partilhar desse momento especial e histórico e ainda mais por falar da minha cidade e d’O Maior São João do Mundo. Ê Campina, tu és realmente uma cidade viva!



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DANDO INÍCIO

O começo

Durante anos temos viajado por diversos lugares para o desempenho de pesquisas e também para o deleite do turismo de aventura. Como um observador do cotidiano, das potencialidades dos lugares e das pessoas, tenho escrito muitas dessas experiências de centros urbanos como também de suas serras, montanhas e rios. Isso ocasionou a inspiração de algumas pessoas na ajuda em dicas de viagem.
Em 2005, iniciamos uma série de crônicas e artigos no Jornal Diário da Borborema, em Campina Grande-PB e após anos, assino coluna nos jornais A União e no Contraponto. Com o compartilhamento das crônicas, amigos me encorajaram e finalmente decidi entrar nas redes.
Aqui estão minhas opiniões, paixões, meus pensamentos e questionamentos sobre os lugares e cotidiano. Fundei o Turismo & História com a missão de ser uma janela onde seja possível tocar as pessoas e mostrar um mundo que quase não se vê, num jornalismo literário que fuja do habitual. Aceita o desafio? Vamos lá!

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