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TURISMO & HISTÓRIA

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  • Thomas Bruno Oliveira

Conhecendo a Paraíba: Damião


Vista aérea - PMGIRS Damião-PB

O MUNICÍPIO DE DAMIÃO está localizado na mesorregião Agreste da Paraíba, mais precisamente na microrregião do Curimataú Ocidental. Limita-se com Cuité ao norte, Cacimba de Dentro à leste, Casserengue à sudeste e Barra de Santa Rosa à oeste. Possui uma população estimada de 5.289 habitantes (IBGE). É distante 108 km da cidade de Campina Grande e 212 km de João Pessoa, centros urbanos com quem mantém maior relacionamento comercial e de serviços.


Sua história está estreitamente ligada à do vizinho município de Barra de Santa Rosa, de quem se desmembrara oficialmente no dia 29 de abril de 1994. É um município politicamente jovem, mas que centenas de anos antes da chegada dos europeus fora povoado por populações de homens primitivos, grupos indígenas que deixaram testemunhos pintados e gravados em rochedos nas localidades de Poço Doce e de Craibeirinha, nas margens do rio Curimataú e riacho do Porco Magro respectivamente.


A primeira sesmaria requerida na região remonta o início do século XVIII, onde o Conde D’Alvor, em dezembro de 1704, requereu a data de terra com o nome de Olho D’água do Cuité (atual município de Cuité). Na mesma época, outras 3 datas de terra foram requeridas na região, abarcando os atuais municípios vizinhos. Segundo antigos moradores, o seu nome originou-se devido a dois irmãos (Cosme e Damião) que por volta de 1860 adquiriram grandes extensões de terra numa dita serra do Planalto da Borborema que ao longo dos anos passou a ser chamada de Serra do Damião. A ocupação inicial, como não poderia deixar de ser, foi para currais de gado e agricultura. Cosme construiu uma cabana no sítio Olho d’Água e hoje se testemunha no lugar os topônimos ‘Serrote do Cosme’ e ‘Capoeira do Cosme’ (ou Cosmo).


Localização de Damião na Parahyba - Modelo Wikipedia

O povoamento tem maior desenvolvimento nos anos 40 do século XX, talvez por esforços do Padre Luiz Santiago de Moura (um dos grandes propulsores do povoamento e desenvolvimento daquela região, sobretudo no plantio, beneficiamento e comércio do sisal) e também com as idas e vindas de comerciantes que se instalavam no local para negociar suas mercadorias.


Em 1980, o povoado de Damião, através da Lei Estadual nº 4.155, torna-se Distrito de Barra de Santa Rosa, grande passo para que após 14 anos ganhasse sua autonomia, tornando-se município.


Ruas da cidade - PMGIRS Damião-PB

A zona rural de Damião é dotada de interessantes histórias, as residências mais antigas da região estão nas localidades de Umburana, Canoas e Retiro que, segundo informações de camponeses, foram construídas por um antigo padre bem ativo naquelas terras, teria sido o Padre Luiz Santiago esse benfeitor? Perdidas e esquecidas através dos tempos, essas residências de generoso pau-a-pique passaram a ser morada de mitos e histórias. Clarões, vultos e barulhos são constantemente percebidos. Há casas dessas em que o gado não passa nem perto: – Tem um malassombro ali dotô. Num tô dizendo! Contou-me o vaqueiro Chico, ao mesmo tempo que fitava o horizonte com olhar perturbado.


O chacoalhar de rédeas e um estranho cavaleiro são vistos por vaqueiros que perambulam por aqueles pés de serra tangendo o gado com o mesmo capricho que suas próprias vidas, bem-aventurados que transpõe as insólitas cercanias destas antigas residências, principalmente ao anoitecer testemunhando essas curiosidades. Em visita a uma das casas, constatamos vários buracos escavados no piso e paredes dos diversos cômodos, possivelmente por ‘caçadores de tesouros’, mais um testemunho do mito das botijas, tão disseminado pelos rincões do nosso Brasil.


Prestes a completar 29 anos de emancipação política, Damião conta com uma boa infra-estrutura urbana e uma população alegre e bem acolhedora. Visite Damião, uma interessante cidade do Curimataú paraibano.


Veja também a série 'Conhecendo a PB no link


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Publicado na coluna 'Crônica em destaque' do Jornal A União em 31 de dezembro de 2022.


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O começo

Durante anos temos viajado por diversos lugares para o desempenho de pesquisas e também para o deleite do turismo de aventura. Como um observador do cotidiano, das potencialidades dos lugares e das pessoas, tenho escrito muitas dessas experiências de centros urbanos como também de suas serras, montanhas e rios. Isso ocasionou a inspiração de algumas pessoas na ajuda em dicas de viagem.
Em 2005, iniciamos uma série de crônicas e artigos no Jornal Diário da Borborema, em Campina Grande-PB e após anos, assino coluna nos jornais A União e no Contraponto. Com o compartilhamento das crônicas, amigos me encorajaram e finalmente decidi entrar nas redes.
Aqui estão minhas opiniões, paixões, meus pensamentos e questionamentos sobre os lugares e cotidiano. Fundei o Turismo & História com a missão de ser uma janela onde seja possível tocar as pessoas e mostrar um mundo que quase não se vê, num jornalismo literário que fuja do habitual. Aceita o desafio? Vamos lá!

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