TURISMO & HISTÓRIA

Notas para um jornalismo literário e histórico

 
 
  • Thomas Bruno Oliveira

Desvendando a arqueologia


Uma porção do painel principal da Pedra do Ingá - Ingá-PB

Os estudos em arqueologia, de uma forma geral, têm o intuito de buscar subsídios para compreendermos o tempo pretérito; este passado pode ser o pré-histórico, o século XIX, a década de 1920 ou mesmo o dia de ontem.


A arqueologia é na realidade a busca de vestígios materiais que, ao serem “interrogados e lidos”, poderão dar uma ampla possibilidade (dependendo de cada caso) de se aferir um ou vários aspectos dos usos e costumes dos povos da pré-história, do século XIX, da década de 1920 ou mesmo de quem esteve ontem naquele determinado lugar que hoje está sendo estudado; todos estes espaços que abrigam indícios da ação humana no passado são denominados de sítios arqueológicos, que podem ser pré-históricos ou históricos.


Escavação arqueológica e aula de educ. patrimonial no sítio Cabaças em 2008 - Cuité-PB

Na prospecção de um sítio, o arguto comportamento do arqueólogo e de sua equipe de pesquisa é que faz com que se tire, ao final da observação, a conclusão de qual espaço será escavado, onde será pesquisado, que lugar tem a possibilidade de ser privilegiado no tocante aos vestígios. Nesta observância, vários aspectos são considerados; tomando como parâmetro um síto pré-histórico, como por exemplo um abrigo sob-rocha, uma furna, que possui inscrições rupestres e um sedimento passível de ser escavado, a possibilidade de encontrar fragmentos de cultura material é (em alguns casos) mais proficiente em seu interior, pois era ali, abrigado da chuva e sol de quem habitou ou pousou deixou escapar um fragmento de utensílio, um fio de cabelo ou mesmo pedaços de ferramentas que não mais serviam, sem falar das próprias pinturas. Em um sítio a céu aberto, uma superfície ampla, observa-se, dentre outras coisas, a existência de lajotas e rochedos que poderiam ter servido como local para se fazer uma fogueira, ficando ao seu redor os indícios da presença dos execultores, pode também se observar a potencialidade de domínio visual da área, algo imprescindível em muitos os casos.


São João do Tigre-PB

Quando afirmamos que com a arqueologia estamos fazendo um resgate do passado, na verdade, referimo-nos ao resgate de uma parcela de cultura material (cerâmica, ponta de flecha, etc.) de um intricado sistema cultural que por sua vez é composto de ‘sub-sistemas’ que vão desde a tecnologia que aquele grupo possuía até a sua variante simbólica. É exatamente neste sentido que o estudo etnográfico e etnológico pode nos dar uma grande contribuição, pois ao analisar alguns grupos ainda existentes sob signos culturais relativamente aproximados, temos a possibilidade de – baseado nestas tradições – obter algumas respostas e formular novos postulados, avançando no entendimento da ciência.


Enfim, a arqueologia vem prestando uma ótima contribuição à comunidade, pois o grande objetivo do arqueólogo(a) é montar este complexo quebra-cabeça para que se possa entender a cultura daquele determinado povo, visualizando assim as mudanças ocorridas na vida dos seres humanos desde a sua origem; com isso, cada novo testemunho pode comprovar ou ‘quebrar’ paradigmas e teorias. Assim, passo-a-passo caminharemos para uma melhor compreensão, em busca do desvendo de nosso insondável passado.


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O começo

Durante anos temos viajado por diversos lugares para o desempenho de pesquisas e também para o deleite do turismo de aventura. Como um observador do cotidiano, das potencialidades dos lugares e das pessoas, tenho escrito muitas dessas experiências de centros urbanos como também de suas serras, montanhas e rios. Isso ocasionou a inspiração de algumas pessoas na ajuda em dicas de viagem.
Em 2005, iniciamos uma série de crônicas e artigos no Jornal Diário da Borborema, em Campina Grande-PB e após anos, assino coluna nos jornais A União e no Contraponto. Com o compartilhamento das crônicas, amigos me encorajaram e finalmente decidi entrar nas redes.
Aqui estão minhas opiniões, paixões, meus pensamentos e questionamentos sobre os lugares e cotidiano. Fundei o Turismo & História com a missão de ser uma janela onde seja possível tocar as pessoas e mostrar um mundo que quase não se vê, num jornalismo literário que fuja do habitual. Aceita o desafio? Vamos lá!

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