TURISMO & HISTÓRIA

Notas para um jornalismo literário e histórico

 
 
  • Thomas Bruno Oliveira

Teatro Municipal: 58 anos


Teatro em construção - RHCG

Um dos ícones culturais e patrimoniais de Campina Grande é o Teatro Municipal Severino Cabral, que foi inaugurado pelo prefeito Severino Cabral - que lhe deu nome - no dia 30 de novembro de 1963, às 10 horas. Com uma estrutura física inspirada em um apito, idealizado pelo arquiteto Geraldino Pereira Duda, a Casa de Espetáculos conta com 600 lugares, dez camarins, galeria de arte, palco de doze metros por dezoito de profundidade em uma área de 4.816m2.


O local tornou-se ao longo das suas quase seis décadas de existência um verdadeiro centro aglutinador da produção artística campina-grandense e paraibana. Localizado no coração da cidade (avenida Mal. Floriano Peixoto), o prédio impõe-se pela beleza de suas linhas modernas e pelo marco urbano que representa. Daí a inegável importância histórica, artística e patrimonial desse equipamento cultural, templo maior das artes de Campina Grande e cenário de diversos eventos.


Do alto... - Marcus Nogueira

A criação do Teatro Municipal Severino Cabral mostra a larga visão de futuro do então prefeito Severino Cabral, assinalando uma nova fase para as artes cênicas e demais expressões artísticas que passariam a ser apresentadas no local, mostrando a posição vanguardista de Campina Grande diante das demais cidades da região.


Com a inauguração do teatro, a cidade ganhou a mais importante casa de espetáculos do interior do Nordeste. Nesses cinquenta e oito anos de arte e cultura, o TMSC consolidou-se como o epicentro da produção artístico-cultural, abrigando as mais importantes companhias de dança e alguns dos mais destacados espetáculos do Nordeste, que utilizando o palco do nosso teatro realizaram inesquecíveis apresentações, mostrando que a trajetória da cultura na cidade se confunde com a própria história do Teatro Municipal.


A falta de um espaço que comportasse espetáculos mais intimistas, e atraísse pequenas plateias, fez nascer, no final dos anos 1970, o Mini Teatro Paulo Pontes (hoje denominado Sala Paulo Pontes), uma reivindicação antiga dos artistas campinenses. O espaço possui 80 lugares e ao lado está localizada a Galeria de Artes Irene Medeiros que expõe trabalhos de artistas de renome e de autônomos, muitos destes artistas que não viam oportunidade de mostrar sua arte em outras galerias.


Para atender e instigar o espírito artístico foi criado na década de 1990 uma escola de dança para crianças carentes. A escola funciona até hoje com aulas de balé clássico e contemporâneo. Também existe um Curso de Atores, de atividades circenses e dança para terceira idade.


Na direção da casa já passaram alguns dos nomes mais atuantes do cenário artístico paraibano, como a ativista cultural Eneida Agra Maracajá, o poeta, cenógrafo e atual Secretário adjunto de Cultura João Dantas, os jornalistas Hermano José, Wilson Maux e Saulo Queiroz, a cantora Cida Lobo, a arte-educadora Alana Fernandes, o produtor Aluízio Guimarães, o produtor cultural e artista Erasmo Rafael (no período do sesquicentenário da cidade) e hoje está à frente do Teatro o produtor cultural Carlos Alan Peres.


TMSC - Codecom

Com aniversário de 58 anos a ser comemorado na próxima terça-feira, a Prefeitura através da Secretaria de Cultura organizou uma semana de comemorações que teve início na última quarta com um recital de alunos do Professor Ítalo, do Grupo CCMD Kids. Ontem foi a vez do Ballet Kairós com o espetáculo ‘O segredo das Fadas’. Para a terça, o grande dia, haverá a apresentação de Sonoriah e a animação da Banda Dona Treta. Toda programação é gratuita, basta entrar no site https://www.sympla.com.br/produtor/tmsc e retirar o ingresso. Lembrando que o Teatro ficou fechado por mais de um ano durante a pandemia e mediante a liberação de atividades pelos decretos governamentais, tem voltado à normalidade, seguindo os cuidados e protocolos que preservam funcionários e público da covid19.


Teatro de “Seu Cabral”, do engenheiro Austro de França Costa, do projetista e arquiteto, o inesquecível Geraldino Pereira Duda; Teatro dos artistas, do Festival de Inverno, dos Congressos de Violeiros, dos Cine Clubes, do Ballet, dos Carnavais, dos lançamentos de livros, da música; Teatro dos ambulantes e guardadores de carro, Teatro do povo, patrimônio cultural de Campina Grande. 58 anos, parabéns!


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Publicado na coluna 'Crônica em destaque' no Jornal A União de 27 de novembro de 2021.

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Durante anos temos viajado por diversos lugares para o desempenho de pesquisas e também para o deleite do turismo de aventura. Como um observador do cotidiano, das potencialidades dos lugares e das pessoas, tenho escrito muitas dessas experiências de centros urbanos como também de suas serras, montanhas e rios. Isso ocasionou a inspiração de algumas pessoas na ajuda em dicas de viagem.
Em 2005, iniciamos uma série de crônicas e artigos no Jornal Diário da Borborema, em Campina Grande-PB e após anos, assino coluna nos jornais A União e no Contraponto. Com o compartilhamento das crônicas, amigos me encorajaram e finalmente decidi entrar nas redes.
Aqui estão minhas opiniões, paixões, meus pensamentos e questionamentos sobre os lugares e cotidiano. Fundei o Turismo & História com a missão de ser uma janela onde seja possível tocar as pessoas e mostrar um mundo que quase não se vê, num jornalismo literário que fuja do habitual. Aceita o desafio? Vamos lá!

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